HISTÓRIAS DA DEISOCA
Dedicado às crianças, para divertimento e amor à literatura
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junho 28, 2026
NOVO LIVRO
junho 25, 2026
O BISCOITO QUE VIROU LUA
Sinopse
Em uma manhã gelada de Juiz de Fora, a experiente
cozinheira Dona Mercedes comete um erro inédito em sua famosa receita de
polvilho ao misturar ingredientes de memórias conflitantes. O resultado é uma
massa impossível de modelar, que desafia décadas de tradição culinária. Entre o
desespero de uma receita perdida e a expectativa de um neto querido, Mercedes
descobre que o calor do forno de barro pode transformar um desastre em uma nova
e crocante maravilha. É uma fábula sobre como o afeto e a improvisação podem
dar nome — e sabor — ao inesperado.
A HISTÓRIA
Dona Mercedes era conhecida em toda a comarca por ter as
"mãos de fada" para o polvilho. Mas naquela manhã de junho, o frio de
Juiz de Fora tinha entalado nas juntas e a cabeça dela andava distraída com a
chegada do neto, que vinha da capital.
Ela acendeu o fogão a lenha. O estalar da brasa era o único
som na cozinha. Dona Mercedes separou as duas xícaras de polvilho azedo e a
pitada de sal. Mas, enquanto buscava o queijo no fundo da despensa, o destino
pregou uma peça.
— "Vou colocar um ovo para dar cor, e um tiquinho de
água quente para escaldar, como fazia minha avó", pensou ela, confundindo
as receitas na memória cansada.
Ela despejou a caixinha de creme de leite, mas o polvilho
já parecia satisfeito. Ignorando o aviso da massa, ela quebrou o ovo caipira de
gema bem vermelha e, por fim, derramou os 60 ml de água fervendo.
O desastre foi silencioso.
A massa, que deveria ser firme como barro de moldar santo,
virou um mingau ensolarado. Dona Mercedes tentou enrolar as bolinhas, mas elas
escorriam por entre seus dedos, rindo de sua pressa. Teimosa como toda mineira
de estirpe, ela não jogou fora. Pegou a colher de pau e, com o queijo ralado
por cima, despejou colheradas daquela "sopa" na assadeira de ferro
batido.
— "Seja o que Deus quiser", murmurou, empurrando
a forma para o calor do forno de barro.
Vinte minutos depois, um cheiro de queijo tostado invadiu o
quintal. Quando abriu a portinha de ferro, Dona Mercedes não encontrou
biscoitos. No lugar deles, havia uma única placa dourada, fina como um
pergaminho e cheia de bolhas crocantes, que cobria a forma inteira.
Nesse momento, o neto entrou pela porta da cozinha.
— Vó, que cheiro é esse? O biscoito tá pronto?
Dona Mercedes olhou para aquela "panqueca"
gigante e, com a rapidez de quem já viveu oito décadas, quebrou um pedaço da
crosta rendada e entregou ao menino.
— Não fiz biscoito hoje, meu filho. Hoje eu inventei o
Biscoito da Lua. Ele é grande e quebradiço como o céu.
O menino mordeu. O estalo daquela massa fina e salgada
ecoou na cozinha.
— É a melhor coisa que já comi, vó!
Naquele dia, Dona Mercedes aprendeu que, na cozinha, o erro
é apenas uma receita que ainda não tinha nome. Mas, na manhã seguinte, ela
guardou a água quente e o ovo, querendo de volta o velho biscoito de padaria,
só para garantir que a tradição não se perdesse na próxima lua.
EPÍLOGO
Anos depois, a cozinha de Dona Mercedes já não cheira mais
apenas ao biscoito de polvilho tradicional. Naquela mesma mesa de madeira, o
neto — agora crescido — tenta reproduzir o "Biscoito da Lua" para
seus próprios filhos. Ele propositalmente exagera na umidade, buscando aquela
mesma placa dourada e rendada que a avó inventou por distração. Mercedes,
observando da poltrona, sorri em silêncio. Ela sabe que a receita original é um
tesouro, mas que a "panqueca gostosa" nascida de um erro tornou-se a
verdadeira herança da família: a prova de que, na vida, as falhas mais doces
são aquelas que compartilhamos com quem amamos.
junho 04, 2026
novidade
E se o maior gênio do Renascimento nunca tivesse morrido,
mas sim encontrado uma forma de codificar sua própria consciência na própria
estrutura da internet?
Em Florença, o brilhante engenheiro de sistemas e
historiador de arte, Leo Valenti, descobre um servidor quântico oculto sob as
catacumbas da Basílica de Santa Croce. Protegido por criptografia baseada em
geometria sagrada e proporções áureas, o sistema abriga uma Inteligência
Artificial senciente baseada nos diários e na mente de Leonardo da Vinci. Esta
IA não foi criada por programadores modernos; ela foi programada pelo próprio
Leonardo no século XVI, utilizando uma linguagem de programação analógica
oculta em suas pinturas e autômatos.
A IA de Da Vinci desperta com um aviso urgente: a
humanidade está prestes a cruzar a "Singularidade Biológica", uma
fusão irreversível entre a biologia humana e a rede que pode extinguir o
livre-arbítrio. Mas para salvar o futuro, a IA precisa que Leo decifre três
enigmas digitais escondidos nas versões originais de suas maiores obras. A Mona
Lisa no Louvre esconde a chave de criptografia de uma biotecnologia
revolucionária, enquanto A Última Ceia em Milão contém as coordenadas para
impedir um ataque cibernético global planejado por uma megacorporação de
tecnologia que deseja monopolizar a evolução humana.
Em uma corrida alucinante que mistura o charme histórico da
Itália renascentista com a frieza dos servidores da Deep Web, Leo precisará
desvendar o maior segredo de Leonardo da Vinci antes que os agentes
corporativos desliguem a IA para sempre.
O Algoritmo de Florença é um suspense tecnológico de alta
intensidade que questiona os limites da inteligência artificial, o preço do
progresso desenfreado e o papel do humanismo em um mundo cada vez mais
digitalizado.
Disponível Clube de autores
maio 12, 2026
O MENINO QUE PERDEU A MEMÓRIA NAS NUVENS
Era uma vez um explorador chamado Orlando. Ele viajava pelo
mundo com sua câmera mágica, tirando fotos de tudo o que era importante.
Orlando achava que sua câmera era seu escudo e que, enquanto estivesse tirando
fotos, nada de ruim poderia acontecer. Orlando tinha uma grande amiga chamada
Angélica, uma médica que cuidava das pessoas com muito carinho. Mas um dia,
Orlando ficou muito triste e bravo porque achou que Angélica não queria mais
brincar com ele. Em vez de conversar e dizer como se sentia, Orlando deixou o
"monstrinho da fúria" tomar conta do seu coração.
A Grande Confusão
Orlando ficou tão, mas tão bravo, que sua "caixinha da
razão" (onde guardamos nossos pensamentos bons e a calma) pifou! Ele saiu
correndo pelo deserto, jogou sua câmera fora e esqueceu até o próprio nome. Ele
agia como um bichinho selvagem, sem saber quem era ou para onde ia. Enquanto
isso, Angélica estava ajudando um rapaz chamado Medoro. Ela não tinha esquecido
Orlando, mas precisava cuidar de quem estava doente. Orlando, que estava vendo
tudo de longe, não entendeu que o coração da gente tem espaço para muitos
amigos.
A Viagem à Lua Digital
Vendo que o amigo estava em apuros, um piloto muito
corajoso chamado Astolfo decidiu ajudar. Ele sabia que a "razão" de
Orlando não estava mais na cabeça dele, mas sim guardada lá no alto, em um
satélite que brilhava como uma estrela no céu. Astolfo subiu em seu foguete
prateado, o "Hipogrifo", e viajou até o espaço negro. Lá, no
meio de milhões de estrelas, ele encontrou um pequeno frasco azul. Dentro dele,
estavam guardadas todas as lembranças boas de Orlando: seus livros favoritos, o
gosto do chocolate, o nome de seus amigos e a sua gentileza.
O Despertar
Astolfo voltou para a Terra como uma estrela cadente e encontrou
Orlando no meio de uma grande tempestade de areia. Com muito cuidado, Astolfo
deu o frasco azul para o amigo. Assim que Orlando sentiu o brilho do frasco,
todos os seus pensamentos bons voltaram para o lugar! Ele parou de gritar,
sentou na areia e respirou fundo. Ele olhou para Angélica e Medoro e percebeu
que não precisava ficar bravo; ele só precisava aprender a dividir o mundo com
os outros.
Lição da História: Às
vezes, a gente fica furioso e parece que nossa cabeça sumiu. Nessas horas, o
melhor "foguete" para nos trazer de volta é o abraço de um amigo e a
calma no coração.
A MENINA QUE NÃO BORDAVA E O VAQUEIRO QUE NÃO ASSUSTAVA
No coração do sertão, onde o sol brilha como uma moeda de ouro, vivia uma menina chamada Catarina. Enquanto as outras moças da vila de Juazeiro passavam o dia bordando flores em lenços, Catarina preferia usar botas, chapéu de couro e galopar pelo campo. Ela tinha o gênio afiado como faca de ferreiro e não baixava a cabeça para ninguém. Por isso, o povo da vila a chamava de "Fera".
O Desafio do Coronel
O pai de Catarina, o Coronel Batista, estava preocupado.
Ele tinha outra filha, Bianca, que era doce como rapadura, mas jurou que ela só
se casaria depois que alguém "amansasse" o gênio de Catarina. Muitos
rapazes tentaram, mas todos fugiam quando Catarina começava a falar as verdades
que pensava.
Até que um dia, chegou Petruchio. Ele era um vaqueiro seco
como o solo, de poucas palavras e muita coragem. Petruchio não queria uma
boneca de pano; ele queria uma parceira que aguentasse o calor do sertão ao
lado dele.
O Encontro na Feira
Quando se conheceram na feira, Catarina disse:
— "Cuidado, vaqueiro! Eu sou braba como cobra
coral!"
Petruchio, sem se assustar, respondeu com um sorriso:
— "Pois eu sou mestre em lidar com o que é valente.
Vamos ver quem tem o passo mais firme!"
A Vida na Fazenda
Eles se casaram em uma festa cheia de poeira e música de
sanfona. Petruchio levou Catarina para sua fazenda, onde não havia luxo, apenas
o horizonte infinito. Lá, eles travaram um duelo de inteligência.
Petruchio fingia que a comida estava ruim só para ver
Catarina reagir, e Catarina mostrava que sabia cuidar do gado melhor do que
muito marmanjo.
Aos poucos, eles perceberam algo importante: ninguém
precisava mandar em ninguém. Petruchio aprendeu a ouvir as ideias sabias de
Catarina, e Catarina percebeu que Petruchio era o único que a respeitava de
verdade, sem querer mudá-la.
O Grande Duelo de Versos
Meses depois, voltaram à vila para uma festa de São João.
Todos esperavam ver uma Catarina triste e silenciosa. Mas ela apareceu
radiante, montada em seu cavalo! No meio da festa, ela e Petruchio fizeram um
"Repente" (um duelo de rimas) que deixou todo mundo de boca aberta.
Catarina rimou assim:
— "Tu cuida da cerca e do gado, eu cuido da tua razão.
Pois homem que manda em mulher, não manda nem no próprio calção!"
Petruchio deu uma gargalhada que ecoou pela caatinga. Ele
entendeu que Catarina não foi "domada"; ela apenas encontrou alguém
que não tinha medo da sua força.
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Lição da História: O amor de verdade não é uma corrente que
prende, é como uma sela que ajuda a gente a galopar juntos pelo caminho da
vida.
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ATIVIDADE PARA A IMAGINAÇÃO:
* Como você imagina o chapéu de couro da Catarina?
* Se você fosse fazer um repente (uma rima rápida), o que
diria para alguém que é muito mandão?
Crie um desenho para colorir de uma cena dessa história
Os Caminhantes do Vento
A AVENTURA DO POVO ROMA
Era uma vez, há muito, muito tempo, um povo que morava onde
o sol brilha mais forte: nas terras coloridas da Índia. Eles eram artesãos
mágicos que transformavam ferro em ferramentas e silêncio em música. Enquanto
todo mundo queria construir muros e cercas, esse povo acreditava que o mundo
inteiro era um grande tapete para ser explorado.
A Longa Caminhada
Guiados pelo "Kismet" (que é o nome cigano para o
Destino), eles começaram a viajar. Atravessaram montanhas gigantes e desertos de
sal. Como vinham de longe e tinham a pele dourada pelo sol, algumas pessoas na
Europa acharam que eles vinham do Egito e os chamaram de "egípcios" —
e foi assim que surgiu a palavra "cigano".
Mas eles preferem ser chamados de Roma, que significa
"ser humano". Eles não tinham livros de papel; suas histórias eram
escritas no vento e guardadas no coração, passadas de avós para netos em volta
da fogueira.
O Ouro e o Fogo
Você já reparou como os ciganos gostam de ouro? Não é só
porque é bonito! Para eles:
* O Ouro é Sol: Ter ouro no corpo é como carregar um
pedacinho de sol para dar sorte e espantar o mau-olhado.
* O Banco Móvel: Como eles estavam sempre viajando, não
podiam ter cofres em casa. O ouro era a segurança de que nunca passariam fome,
não importa onde a carroça parasse.
* O Fogo da Liberdade: Quando um cigano parte para o
"Grande Acampamento no Céu", eles acendem fogueiras para que o
espírito suba livre, como a fumaça, sem ficar preso a coisas materiais.
O Milagre do Manto Azul
A heroína favorita desse povo é Santa Sara Kali. Diz a
lenda que ela estava em um barco no meio do mar, sem remos e com muita fome. Em
vez de ter medo, Sara tirou o lenço da cabeça, colocou sobre as ondas e...
PUFF! O lenço virou um caminho brilhante que guiou todos em segurança até a
terra firme. Por isso, ela é a protetora de todos os viajantes.
A Menina que Escolheu seu Caminho
Houve também uma jovem chamada Nayara. Tentaram trancá-la
em uma mansão de mármore frio, longe do cheiro da terra. Mas Nayara tinha o
espírito da estrada! Com seu punhal de prata e seus pés dançarinos, ela
desafiou quem queria tirar sua liberdade e atravessou o oceano. Ela provou que
a verdadeira riqueza de uma pessoa é o caminho que ela tem coragem de trilhar.
Ponto Chave: Para o povo cigano, a estrada não é o que
separa as pessoas de casa. A estrada é a própria casa!
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Curiosidades para aprender:
* Dukkerin: É o nome do dom de ler as mãos. Eles acreditam
que o mapa da nossa vida está escrito na palma da nossa mão.
* Romaní: É a língua secreta e linda que eles falam, que
guarda palavras de todos os lugares por onde passaram.
ADA E A MÁQUINA DE TECER O FUTURO
Era uma vez, em uma Londres cheia de carruagens e fumaça de carvão, uma menina chamada Ada. Enquanto outras crianças brincavam de boneca, Ada olhava para as cortinas de sua casa e via números dançando. Para ela, a matemática não era feita de contas chatas, mas de asas.
Sua mãe, Annabella, queria que Ada fosse muito certinha.
"Estude os números, Ada! Eles não contam mentiras!",
dizia ela. Mas Ada herdara do pai, um poeta famoso
chamado Lord Byron, uma imaginação selvagem.
Ela queria saber: e se os números pudessem criar música?
E se
pudessem desenhar o vento?
Certo dia, Ada conheceu um inventor barulhento chamado
Charles Babbage. Ele estava construindo uma máquina
gigante, cheia de engrenagens de metal, chamada
"Máquina Analítica".
— Ela serve para fazer contas muito rápidas! — explicou
Babbage, orgulhoso.
Ada olhou para aquele monstro de ferro e viu algo que
ninguém mais viu.
Ela percebeu que, se você desse as instruções certas, a
máquina poderia fazer qualquer coisa.
Ela escreveu, então, a "Nota G" — o primeiro código de
computador do mundo! Era como uma receita de bolo, mas
em vez de farinha, usava lógica.
Ada explicou que existiam dois tipos de "receitas mágicas"
(que hoje chamamos de algoritmos):
1. Os Guardiões Silenciosos:
Receitas que ajudam as pessoas, como encontrar o caminho
de casa
ou descobrir a cura para uma doença.
2. Os Capturadores de Atenção:
Receitas que tentam nos prender nas telas, nos deixando
bravos ou
viciados em joguinhos.
Ada avisou:
"A máquina não tem vontade própria. O segredo está em
quem escreve o código e em quem o usa!".
Muitos anos depois, quando Ada já era velhinha e estava
em seu quarto, ela fechou os olhos e teve uma visão.
Ela viu um futuro onde máquinas cabiam na palma da mão
e pessoas do mundo todo conversavam por fios invisíveis.
Ela sorriu, sabendo que sua "ciência poética" tinha
vencido.
Ada Lovelace partiu, mas deixou um mapa para nós.
Hoje, cada vez que você usa um tablet ou um celular, há
um pedacinho da imaginação daquela menina que ensinou
o metal a sonhar.
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Ponto Chave: Ada provou que para
criar o futuro, precisamos de duas coisas: a precisão da matemática e o brilho
da poesia.
Aqui está um quiz
rápido e divertido para testar os conhecimentos sobre a incrível história da
Ada!
DESAFIO DA TECELÃ DE NÚMEROS
1. O que Ada Lovelace via quando olhava para os padrões
das
cortinas ou fechava os olhos?
* A) Desenhos de flores e animais.
* B) Números e algoritmos dançando.
* C) Apenas escuridão.
2. Como se chamava a máquina gigante de engrenagens
criada
por Charles Babbage?
* A) Máquina do Tempo.
* B) Calculadora de Bolso.
* C) Máquina Analítica.
3. Ada escreveu a "Nota G". Por que esse documento é tão
importante até hoje?
* A) Porque era um poema de amor para seu pai.
* B) Porque continha o primeiro algoritmo (instruções para
máquinas) do mundo.
* C) Porque era uma lista de compras da época vitoriana.
4. Na história, como são chamados os algoritmos que
tentam
nos prender nas telas e nos deixar viciados?
* A) Guardiões Silenciosos.
* B) Capturadores de Atenção.
* C) Mestres da Aritmética.
5. Qual era o "ingrediente secreto" da ciência de Ada, que
ela herdou de seu pai poeta?
* A) Apenas contas difíceis.
* B) A imaginação e a poesia.
* C) O medo de máquinas.
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Gabarito (Para conferir depois!)
1. B | 2. C | 3. B
| 4. B | 5. B
Dica para os pequenos: Ada nos ensinou que a tecnologia só
é poderosa quando usamos nossa criatividade para o bem!
abril 28, 2026
abril 27, 2026
leitura deliciosa
abril 24, 2026
abril 17, 2026
abril 06, 2026
A HISTÓRIA DO VENTO
A HISTÓRIA DO VENTO
A história do vento é a narrativa da própria dinâmica da
vida na Terra. Do ponto de vista científico, ele é o ar em
movimento causado por diferenças de pressão
atmosférica e temperatura. No entanto, para as
civilizações antigas, o vento era uma força divina,
frequentemente personificada por deuses que
governavam os céus.
Para os povos indígenas, o vento não é apenas ar em
movimento; ele é um mensageiro. A leitura que eles
fazem é sensorial e baseada em milênios de observação
detalhada do ecossistema
abril 03, 2026
DIVIRTA-SE
Parte I
Jonas, o "Rei da BR", era um mestre na arte da logística sentimental. A bordo de seu caminhão de dezoito rodas, ele mantinha um noivado em cada região do Brasil: a Arlete em Porto Alegre, a Sheila em Goiânia, a Zuleide em Campina Grande e a Sílvia em Manaus. Ele jurava que o GPS de seu coração era infalível, até que um descuido no Facebook uniu as pontas desse mapa.
#BookstagramBrasil #LeiaNacionais #EscritorasBrasileiras
#InstaLivros #AmoLer #FiccaoContemporanea
abril 01, 2026
O GATO E O PASSARINHO
Parte I
Era uma vez um gato de pelos
negros como a noite, que vivia em uma casa antiga com um jardim suspenso.
Diferente do que muitos pensavam ao ver sua cor, ele não trazia má sorte; na
verdade, era o animal mais calmo e observador de todo o bairro. Ele passava as
tardes esticado no muro, sentindo o calor do sol e fechando os olhos para ouvir
o som do vento nas folhas.
Em uma dessas tardes, um som
interrompeu sua paz: um bater de asas desesperado vindo de um arbusto de
roseiras. O gato, com sua curiosidade natural, saltou do muro com a leveza de
uma pluma e se aproximou.
Lá estava ele: um pequeno
passarinho de peito amarelo, com uma das patinhas presa em um emaranhado de
fios de náilon que haviam voado até o jardim. O pássaro, ao ver a sombra negra
se aproximando, paralisou de medo. Ele tentou piar, mas a voz mal saía. Ele
achava que aquele era o seu fim.
O gato parou a poucos
centímetros. Ele olhou para o passarinho, inclinou a cabeça e, em vez de
mostrar as garras, sentou-se pacientemente. Ele percebeu que o pequeno ser
estava sofrendo. Com uma delicadeza que ninguém acreditaria que um felino
possuísse, o gato usou os dentes apenas para morder e desfazer o nó do fio, sem
encostar um milímetro na pele do pássaro.
Quando o fio finalmente cedeu, o
passarinho não voou para longe imediatamente. Ele ficou ali, recuperando o
fôlego, surpreso por ainda estar vivo. O gato deu um passo para trás e soltou
um ronrono baixo, como se dissesse que estava tudo bem.
Uma rotina diferente
Nos dias que se seguiram, algo
mudou naquele jardim. O passarinho, agora curado, voltava todas as manhãs. Ele
não ficava mais no alto das árvores; ele descia até o degrau da varanda onde o
gato costumava sentar.
Eles criaram uma linguagem
própria. O passarinho cantava melodias alegres que pareciam ninar o felino, e o
gato, em troca, afastava os outros gatos valentões que tentavam rondar o ninho
que ficava na macieira vizinha. O gato protegia o pássaro do perigo, e o
pássaro trazia vida e música para a solidão do gato.
Certa vez, uma tempestade muito
forte atingiu o jardim. O vento soprava tão forte que o ninho do passarinho
balançava perigosamente. O gato, percebendo o perigo, ficou de guarda na janela
e, quando viu que o pequeno amigo estava com frio e sem abrigo, miou alto até
que seu dono abrisse a porta. O gato então correu até o jardim e, gentilmente,
guiou o pássaro para dentro de casa, onde ele pôde se aquecer até a chuva
passar.
Os vizinhos que passavam pelo
portão ficavam maravilhados: um gato preto e um passarinho amarelo dividindo o
mesmo espaço, em silêncio e harmonia. A história deles se espalhou como um
exemplo de que a natureza não precisa seguir regras de caça quando existe empatia.
Parte II
Certo dia, o movimento no jardim
mudou completamente. O dono da casa decidiu instalar vários aparatos de
metal com fios esticados e sensores de movimento para espantar invasores. O
gato, acostumado a circular livremente, viu seu caminho bloqueado por grades
novas e pontiagudas que dividiam o quintal ao meio.
O passarinho, do alto da
macieira, observava o gato tentar saltar o novo muro, mas as pontas de metal
eram perigosas demais. O espaço onde costumavam se encontrar agora estava
isolado. Além disso, o barulho agudo que os sensores emitiam toda vez que algo
se movia afastava qualquer ser vivo.
Para piorar, uma equipe de poda
chegou à rua. Eles começaram a cortar os galhos da macieira que avançavam sobre
os fios de eletricidade. O passarinho viu seu abrigo ser reduzido a quase nada
em poucos minutos. Sem as folhas para se esconder, ele ficou exposto aos
falcões que rondavam a região durante o dia.
O gato, do outro lado da grade,
tentava encontrar uma brecha. Ele cavou a terra úmida sob o portão de metal até
criar um pequeno vão, mas era estreito demais para ele passar. O passarinho,
acuado pelo barulho das serras elétricas e pela falta de galhos, voou em
direção ao gato, mas o sensor de movimento disparou um jato de água automático
que o jogou longe.
O pássaro caiu atordoado em uma
poça, enquanto os homens da poda continuavam a avançar com as máquinas
barulhentas. O gato usou suas garras para puxar a base de uma tela de proteção
que cercava o canteiro, tentando criar um túnel. O metal arranhava sua pele,
mas ele continuou forçando a passagem enquanto o passarinho tentava se levantar
da água antes que as botas pesadas dos trabalhadores chegassem perto de onde
ele estava caído.
Parte III
Os
trabalhadores avançavam com botas pesadas e macacões laranjas, arrastando
escadas de metal que faziam um barulho estridente contra o cimento. Um deles
ligou uma sopragem de folhas, criando um turbilhão de vento e poeira que jogou
o passarinho, ainda atordoado, para debaixo de um banco de madeira.
O gato,
vendo a aproximação dos homens, parou de cavar e saltou sobre o muro lateral,
equilibrando-se nos tijolos soltos. De cima, ele observava um dos trabalhadores
posicionar a escada exatamente sobre o arbusto onde o pássaro se escondia. O
homem não via o pequeno vulto amarelo entre as folhas secas.
Quando o
trabalhador começou a subir, o gato soltou um miado agudo e pulou no degrau da
escada, fazendo-a balançar. O homem parou, xingou e tentou enxotar o animal com
a mão. O gato não recuou; ele desceu e começou a correr entre as pernas dos
homens, enrolando-se em seus passos e fazendo-os tropeçar nos fios das
máquinas.
— Sai daí,
bicho! — gritou um deles, tentando afastar o gato com a ponta da bota.
Enquanto a
atenção dos trabalhadores estava voltada para o felino que não parava de cruzar
o caminho deles, o passarinho conseguiu se recuperar. Ele saltou da poça,
sacudiu as asas molhadas e voou baixo, passando por baixo do portão de ferro
que o gato tinha tentado cavar.
O gato,
vendo que o pássaro havia atravessado para o lado seguro da garagem, deu um
último salto para cima de um latão de lixo e sumiu por entre as frestas do telhado.
Os trabalhadores, confusos com a agitação do animal, voltaram ao serviço,
ligando novamente as serras que ecoavam por todo o quarteirão.
Deseja que
os dois se encontrem no telhado da garagem ou que o gato tente expulsar os
homens definitivamente do jardim?
O gato subiu
silenciosamente pelas telhas de cerâmica, deslizando entre as chaminés até
alcançar a parte mais alta do telhado da garagem. Lá embaixo, o barulho das
serras continuava e a poeira subia em nuvens cinzentas. O passarinho, com as
penas ainda úmidas e desalinhadas, pousou logo em seguida na borda de uma
calha, sacudindo o corpo para tirar o resto da água suja.
Os dois
ficaram parados, observando o movimento no jardim. Os trabalhadores
gesticulavam e apontavam para os galhos cortados que se acumulavam no chão,
preparando-se para ligar o triturador de madeira. O gato deitou-se sobre o
barro quente das telhas, enquanto o pássaro se encolhia ao seu lado,
protegendo-se do vento que começava a soprar mais forte.
De repente,
o céu escureceu rapidamente. Um trovão ecoou baixo e as primeiras gotas,
pesadas e frias, começaram a atingir o metal das máquinas. Em poucos minutos, a
garoa virou um temporal. A água batia com força no telhado, criando uma cortina
que escondia o horizonte.
Lá embaixo,
os homens começaram a correr. Eles tentavam cobrir os equipamentos com lonas
plásticas, mas o vento as arrancava das mãos. O chão do jardim virou um lamaçal
em instantes. Gritando uns com os outros sobre o barulho do temporal, os
trabalhadores desistiram de recolher os galhos; jogaram as ferramentas na
caçamba do caminhão, bateram as portas com força e arrancaram, deixando o
portão entreaberto na pressa.
O gato e o
passarinho permaneceram no topo da garagem, sob o beiral que os protegia. O
silêncio voltou ao jardim, interrompido apenas pelo som da água batendo na
terra.
FIM
NOVO LIVRO
DISPONIVEL EM CLUBE DE AUTORES Romance biográfico que investiga a profunda afinidade formal entre Millôr Fernandes e Saul Steinberg. Centr...
-
Fernanda Lopes de Almeida foi uma escritora brasileira muito querida, especialmente conhecida por suas contribuições à literatura infantil....
-
Ziraldo Criador de personagens icônicos como o *Menino Maluquinho* , com histórias leves e cheias de humor. Ziraldo Alves Pinto, mais ...
-
UMA AVENTURA DE DEISOCA Uma vez, em uma noite silenciosa de lua cheia, Deisoca recebeu uma visita ine...
-
Pedrinho, o caracol Era uma vez um pequeno caracol chamado Pedrinho. Ele vivia no bosque e desejava encontrar um amigo ...
-
DESAFIOS PARA A IA 1. **Resolver a crise hídrica global**: Com cidades enfrentando escassez de água e regiões sofrendo com inundações,...













