HISTÓRIAS DA DEISOCA
Dedicado às crianças, para divertimento e amor à literatura
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abril 17, 2026
abril 06, 2026
A HISTÓRIA DO VENTO
A HISTÓRIA DO VENTO
A história do vento é a narrativa da própria dinâmica da
vida na Terra. Do ponto de vista científico, ele é o ar em
movimento causado por diferenças de pressão
atmosférica e temperatura. No entanto, para as
civilizações antigas, o vento era uma força divina,
frequentemente personificada por deuses que
governavam os céus.
Para os povos indígenas, o vento não é apenas ar em
movimento; ele é um mensageiro. A leitura que eles
fazem é sensorial e baseada em milênios de observação
detalhada do ecossistema
abril 03, 2026
DIVIRTA-SE
Parte I
Jonas, o "Rei da BR", era um mestre na arte da logística sentimental. A bordo de seu caminhão de dezoito rodas, ele mantinha um noivado em cada região do Brasil: a Arlete em Porto Alegre, a Sheila em Goiânia, a Zuleide em Campina Grande e a Sílvia em Manaus. Ele jurava que o GPS de seu coração era infalível, até que um descuido no Facebook uniu as pontas desse mapa.
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abril 01, 2026
O GATO E O PASSARINHO
Parte I
Era uma vez um gato de pelos
negros como a noite, que vivia em uma casa antiga com um jardim suspenso.
Diferente do que muitos pensavam ao ver sua cor, ele não trazia má sorte; na
verdade, era o animal mais calmo e observador de todo o bairro. Ele passava as
tardes esticado no muro, sentindo o calor do sol e fechando os olhos para ouvir
o som do vento nas folhas.
Em uma dessas tardes, um som
interrompeu sua paz: um bater de asas desesperado vindo de um arbusto de
roseiras. O gato, com sua curiosidade natural, saltou do muro com a leveza de
uma pluma e se aproximou.
Lá estava ele: um pequeno
passarinho de peito amarelo, com uma das patinhas presa em um emaranhado de
fios de náilon que haviam voado até o jardim. O pássaro, ao ver a sombra negra
se aproximando, paralisou de medo. Ele tentou piar, mas a voz mal saía. Ele
achava que aquele era o seu fim.
O gato parou a poucos
centímetros. Ele olhou para o passarinho, inclinou a cabeça e, em vez de
mostrar as garras, sentou-se pacientemente. Ele percebeu que o pequeno ser
estava sofrendo. Com uma delicadeza que ninguém acreditaria que um felino
possuísse, o gato usou os dentes apenas para morder e desfazer o nó do fio, sem
encostar um milímetro na pele do pássaro.
Quando o fio finalmente cedeu, o
passarinho não voou para longe imediatamente. Ele ficou ali, recuperando o
fôlego, surpreso por ainda estar vivo. O gato deu um passo para trás e soltou
um ronrono baixo, como se dissesse que estava tudo bem.
Uma rotina diferente
Nos dias que se seguiram, algo
mudou naquele jardim. O passarinho, agora curado, voltava todas as manhãs. Ele
não ficava mais no alto das árvores; ele descia até o degrau da varanda onde o
gato costumava sentar.
Eles criaram uma linguagem
própria. O passarinho cantava melodias alegres que pareciam ninar o felino, e o
gato, em troca, afastava os outros gatos valentões que tentavam rondar o ninho
que ficava na macieira vizinha. O gato protegia o pássaro do perigo, e o
pássaro trazia vida e música para a solidão do gato.
Certa vez, uma tempestade muito
forte atingiu o jardim. O vento soprava tão forte que o ninho do passarinho
balançava perigosamente. O gato, percebendo o perigo, ficou de guarda na janela
e, quando viu que o pequeno amigo estava com frio e sem abrigo, miou alto até
que seu dono abrisse a porta. O gato então correu até o jardim e, gentilmente,
guiou o pássaro para dentro de casa, onde ele pôde se aquecer até a chuva
passar.
Os vizinhos que passavam pelo
portão ficavam maravilhados: um gato preto e um passarinho amarelo dividindo o
mesmo espaço, em silêncio e harmonia. A história deles se espalhou como um
exemplo de que a natureza não precisa seguir regras de caça quando existe empatia.
Parte II
Certo dia, o movimento no jardim
mudou completamente. O dono da casa decidiu instalar vários aparatos de
metal com fios esticados e sensores de movimento para espantar invasores. O
gato, acostumado a circular livremente, viu seu caminho bloqueado por grades
novas e pontiagudas que dividiam o quintal ao meio.
O passarinho, do alto da
macieira, observava o gato tentar saltar o novo muro, mas as pontas de metal
eram perigosas demais. O espaço onde costumavam se encontrar agora estava
isolado. Além disso, o barulho agudo que os sensores emitiam toda vez que algo
se movia afastava qualquer ser vivo.
Para piorar, uma equipe de poda
chegou à rua. Eles começaram a cortar os galhos da macieira que avançavam sobre
os fios de eletricidade. O passarinho viu seu abrigo ser reduzido a quase nada
em poucos minutos. Sem as folhas para se esconder, ele ficou exposto aos
falcões que rondavam a região durante o dia.
O gato, do outro lado da grade,
tentava encontrar uma brecha. Ele cavou a terra úmida sob o portão de metal até
criar um pequeno vão, mas era estreito demais para ele passar. O passarinho,
acuado pelo barulho das serras elétricas e pela falta de galhos, voou em
direção ao gato, mas o sensor de movimento disparou um jato de água automático
que o jogou longe.
O pássaro caiu atordoado em uma
poça, enquanto os homens da poda continuavam a avançar com as máquinas
barulhentas. O gato usou suas garras para puxar a base de uma tela de proteção
que cercava o canteiro, tentando criar um túnel. O metal arranhava sua pele,
mas ele continuou forçando a passagem enquanto o passarinho tentava se levantar
da água antes que as botas pesadas dos trabalhadores chegassem perto de onde
ele estava caído.
Parte III
Os
trabalhadores avançavam com botas pesadas e macacões laranjas, arrastando
escadas de metal que faziam um barulho estridente contra o cimento. Um deles
ligou uma sopragem de folhas, criando um turbilhão de vento e poeira que jogou
o passarinho, ainda atordoado, para debaixo de um banco de madeira.
O gato,
vendo a aproximação dos homens, parou de cavar e saltou sobre o muro lateral,
equilibrando-se nos tijolos soltos. De cima, ele observava um dos trabalhadores
posicionar a escada exatamente sobre o arbusto onde o pássaro se escondia. O
homem não via o pequeno vulto amarelo entre as folhas secas.
Quando o
trabalhador começou a subir, o gato soltou um miado agudo e pulou no degrau da
escada, fazendo-a balançar. O homem parou, xingou e tentou enxotar o animal com
a mão. O gato não recuou; ele desceu e começou a correr entre as pernas dos
homens, enrolando-se em seus passos e fazendo-os tropeçar nos fios das
máquinas.
— Sai daí,
bicho! — gritou um deles, tentando afastar o gato com a ponta da bota.
Enquanto a
atenção dos trabalhadores estava voltada para o felino que não parava de cruzar
o caminho deles, o passarinho conseguiu se recuperar. Ele saltou da poça,
sacudiu as asas molhadas e voou baixo, passando por baixo do portão de ferro
que o gato tinha tentado cavar.
O gato,
vendo que o pássaro havia atravessado para o lado seguro da garagem, deu um
último salto para cima de um latão de lixo e sumiu por entre as frestas do telhado.
Os trabalhadores, confusos com a agitação do animal, voltaram ao serviço,
ligando novamente as serras que ecoavam por todo o quarteirão.
Deseja que
os dois se encontrem no telhado da garagem ou que o gato tente expulsar os
homens definitivamente do jardim?
O gato subiu
silenciosamente pelas telhas de cerâmica, deslizando entre as chaminés até
alcançar a parte mais alta do telhado da garagem. Lá embaixo, o barulho das
serras continuava e a poeira subia em nuvens cinzentas. O passarinho, com as
penas ainda úmidas e desalinhadas, pousou logo em seguida na borda de uma
calha, sacudindo o corpo para tirar o resto da água suja.
Os dois
ficaram parados, observando o movimento no jardim. Os trabalhadores
gesticulavam e apontavam para os galhos cortados que se acumulavam no chão,
preparando-se para ligar o triturador de madeira. O gato deitou-se sobre o
barro quente das telhas, enquanto o pássaro se encolhia ao seu lado,
protegendo-se do vento que começava a soprar mais forte.
De repente,
o céu escureceu rapidamente. Um trovão ecoou baixo e as primeiras gotas,
pesadas e frias, começaram a atingir o metal das máquinas. Em poucos minutos, a
garoa virou um temporal. A água batia com força no telhado, criando uma cortina
que escondia o horizonte.
Lá embaixo,
os homens começaram a correr. Eles tentavam cobrir os equipamentos com lonas
plásticas, mas o vento as arrancava das mãos. O chão do jardim virou um lamaçal
em instantes. Gritando uns com os outros sobre o barulho do temporal, os
trabalhadores desistiram de recolher os galhos; jogaram as ferramentas na
caçamba do caminhão, bateram as portas com força e arrancaram, deixando o
portão entreaberto na pressa.
O gato e o
passarinho permaneceram no topo da garagem, sob o beiral que os protegia. O
silêncio voltou ao jardim, interrompido apenas pelo som da água batendo na
terra.
FIM
março 25, 2026
março 23, 2026
livro novo
RALLY NO SAARA - "Dunas E Destinos"
Disponível: Clube dos Leitores ou Amazon.com.br
TRILOGIA COMPLETA
1. Na Terra: O desafio das montanhas e o limite do fôlego.
2. No Ar: A liberdade das correntes térmicas e a visão de cima.
3. No Mar: A autossuficiência de Jan Van Dek e o silêncio do oceano.
Forneço cópia em PDF: solicitar noscomentários
março 22, 2026
livro novo
Disponível em Clube de Autores
Em um mundo onde as telas brilham mais que as estrelas e o
silêncio se tornou uma raridade, as fábulas de Daisy Aguinaga d’Eibar surgem
como um espelho necessário para a alma moderna.
Nesta coleção de contos atemporais, o leitor é convidado a
percorrer corredores de bibliotecas infinitas e tabuleiros de xadrez que
desafiam a gravidade. Aqui, as abstrações ganham corpo e voz: a Avareza
tranca-se em prédios de vidro, a Vaidade perde-se em filtros digitais e o Poder
tropeça na própria armadura de ouro.
Entre o peso da Miséria e a leveza da Esperança, as
histórias de Fabulando não buscam apenas apontar caminhos, mas sim despertar a
Curiosidade necessária para abraçar o Mistério. É uma obra sobre as contradições
humanas — o equilíbrio frágil entre a Dúvida que nos paralisa e a Certeza que
nos cega.
Fabulando é um convite para desacelerar a ampulheta do
tempo e redescobrir que, mesmo na era da conexão total, a sabedoria ainda
reside na simplicidade de uma boa história.
#BookstagramBrasil #LeiaNacionais #EscritorasBrasileiras #InstaLivros #AmoLer #EscritoresNacionais:
março 18, 2026
livros novos para a garotada
Na coleção Aventuras no Fundo do Mar, a
autora Daisy Aguinaga d'Eibar convida as crianças a descobrirem que, no imenso
oceano, ninguém sobrevive sozinho. De cozinhas perigosas a recifes ameaçados
por tempestades, cada volume traz uma dupla improvável que precisa esquecer
suas diferenças para enfrentar um grande desafio.
Através de fugas heroicas e planos
astutos, caranguejos, siris, lagostas, cavalos-marinhos e estrelas-do-mar
mostram que a força bruta nem sempre é a resposta. Com inteligência, camuflagem
e, acima de tudo, cooperação, esses pequenos heróis provam que até os seres
mais frágeis podem realizar feitos gigantescos quando estendem a mão (ou a
pinça!) uns aos outros.
Prepare o fôlego: a próxima grande aventura começa logo abaixo da superfície!
cópias em PDF para baixar - peça por aqui - R$ 10,00 PIX
março 05, 2026
fevereiro 16, 2026
dezembro 17, 2025
CONTOS DE NATAL
A confusão na oficina
Noel entrou, observou a confusão e riu:
“Talvez seja esse o presente perfeito: a surpresa.”
Estrela, a rena mais jovem, desapareceu pouco antes da partida do trenó.
Os duendes procuraram pela neve, chamando seu nome.
Encontraram-na horas depois, parada diante de uma casa
simples, olhando pela janela.
Lá dentro, uma criança desenhava renas em um caderno,
sonhando com o trenó.
Noel sorriu: “Ela veio lembrar que os sonhos também guiam
nosso caminho.”
E naquela noite, Estrela puxou o trenó com mais brilho do que
nunca.
O trenó atrasado
Uma tempestade de neve atrasou a partida do trenó.
As crianças dormiam sem esperança de receber presentes.
Mas quando o céu clareou, Noel partiu com velocidade
dobrada.
Na manhã seguinte, cada casa tinha um presente e uma
mensagem:
“Mesmo quando parece tarde, a magia sempre chega.”
O sumiço do gorro
O gorro vermelho de Papai Noel havia sumido.
Sem ele, Noel dizia que não poderia voar.
Os duendes reviraram caixas, sacos e até o trenó, mas nada
encontraram.
Até que uma criança, ao acordar, encontrou o gorro embaixo da
árvore, como se fosse um presente.
Noel apareceu e disse: “Talvez o gorro tenha escolhido você
para lembrar que o Natal é partilha.”
E, sorrindo, colocou-o de volta na cabeça antes de partir.
Um brinquedo quebrado
Entre os presentes prontos, havia um carrinho com a roda quebrada.
Um duende quis descartá-lo, mas Noel disse: “Não, ainda há
valor nele.”
Consertaram o carrinho com cuidado, mas deixaram uma marca
visível.
Na manhã seguinte, uma criança recebeu o brinquedo e disse: “É
igual a mim, também tenho uma cicatriz.”
E sorriu, porque finalmente tinha um presente que parecia
feito especialmente para ela.
A carta sem
nome
De repente, uma cartinha apareceu entre os envelopes
coloridos: não tinha remetente, nem endereço.
O silêncio tomou conta da sala.
Um duende perguntou: “E se nunca descobrirmos quem
pediu?”
Papai Noel pegou a carta, olhou para todos e disse com ternura:
“Se não há nome, é porque é de quem esqueceu a esperança.
Vamos entregar alegria a todos.”
Naquela noite, cada casa recebeu um pequeno gesto inesperado
— e muitos corações se sentiram lembrados.
outubro 16, 2025
outubro 14, 2025
A ORIGEM DO DIA DAS CRIANÇAS
Como surgiu oficialmente
- Em 1924, o então
presidente Arthur Bernardes assinou um decreto que instituía o “Dia
da Festa da Criança” em 12 de outubro g1.
- A proposta surgiu após o 1º
Congresso Brasileiro de Proteção à Infância e o 3º Congresso
Americano da Infância, realizados em 1922 no Rio de Janeiro, como
parte das comemorações do centenário da Independência.
- A ideia era chamar atenção
para os direitos das crianças e promover ações voltadas à educação, saúde
e bem-estar infantil.
Popularização comercial
- Apesar da criação oficial em
1924, a data só se tornou popular nos anos 1950, quando empresas
como a Johnson & Johnson e a Estrela lançaram campanhas
publicitárias para promover brinquedos.
- Desde então, o Dia das
Crianças passou a ser fortemente associado ao consumo e à celebração da
infância com presentes e brincadeiras.
E no resto do mundo?
- O Brasil é o único país
que celebra o Dia das Crianças em 12 de outubro. Em outros países, a
data varia bastante, sendo o 1º de junho e o 20 de novembro
(Dia Universal da Criança, pela ONU) os mais comuns.
outubro 09, 2025
CONVITE
AOS PAIS
1ª FÓRMULA
KIDS - CORRIDA COM CARROS DE PAPELÃO
Uma
iniciativa do Atelier Le Clochard para aproximar o público infantil do esporte.
Destinado a
crianças de 5 a 10 anos, é uma corrida com carros feitos pelos pais, com caixas
de papelão.
Um evento especial para a criançada, com muita diversão, esporte e saúde.
Todas as
crianças participantes recebem prêmios. E um troféu para o modelo mais
original. Vagas limitadas!
INSCRIÇÕES
PARA A 1ª FÓRMULA KIDS CORRIDA DE CARROS DE PAPELÃO NO ATELIER LE CLOCHARD
AV. SENHOR
DOS PASSOS, 2923 COM DAISY – WHATS APP 988226529
Vista sua camiseta mais colorida, traga sua torcida e venha
fazer parte dessa aventura!
-
Essa é uma expressão clássica, muitas vezes usada para se referir a histórias ou contos infantis populares, geralmente encantados ou che...
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"A Festa no Céu" é um dos contos mais conhecidos do folclore brasileiro. Vou contar com detalhes: Era uma vez um grande ...
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