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dezembro 17, 2025

CONTOS DE NATAL


 

A confusão na oficina 

         Na oficina do Papai Noel, os duendes corriam de um lado para o outro, carregando caixas e listas. 

 Mas algo deu errado: um duende distraído misturou etiquetas. 

 Bonecas foram parar em caixas de carrinhos, trenós de brinquedo estavam cheios de ursinhos de pelúcia, e até uma bicicleta apareceu dentro de um saco de meias. 

 O caos tomou conta, com duendes tentando reorganizar tudo antes da meia-noite. 

Noel entrou, observou a confusão e riu: 

“Talvez seja esse o presente perfeito: a surpresa.” 

 Naquela noite, muitas crianças descobriram que o inesperado também pode ser mágico.

 

 A rena extraviada

         Estrela, a rena mais jovem, desapareceu pouco antes da partida do trenó. 

Os duendes procuraram pela neve, chamando seu nome. 

Encontraram-na horas depois, parada diante de uma casa simples, olhando pela janela. 

Lá dentro, uma criança desenhava renas em um caderno, sonhando com o trenó. 

Noel sorriu: “Ela veio lembrar que os sonhos também guiam nosso caminho.” 

E naquela noite, Estrela puxou o trenó com mais brilho do que nunca.


 O trenó atrasado

         Uma tempestade de neve atrasou a partida do trenó. 

As crianças dormiam sem esperança de receber presentes. 

Mas quando o céu clareou, Noel partiu com velocidade dobrada. 

Na manhã seguinte, cada casa tinha um presente e uma mensagem: 

“Mesmo quando parece tarde, a magia sempre chega.”


 O sumiço do gorro

        O gorro vermelho de Papai Noel havia sumido. 

Sem ele, Noel dizia que não poderia voar. 

Os duendes reviraram caixas, sacos e até o trenó, mas nada encontraram. 

Até que uma criança, ao acordar, encontrou o gorro embaixo da árvore, como se fosse um presente. 

Noel apareceu e disse: “Talvez o gorro tenha escolhido você para lembrar que o Natal é partilha.” 

E, sorrindo, colocou-o de volta na cabeça antes de partir.

 

Um brinquedo quebrado 

     Entre os presentes prontos, havia um carrinho com a roda quebrada. 

Um duende quis descartá-lo, mas Noel disse: “Não, ainda há valor nele.” 

Consertaram o carrinho com cuidado, mas deixaram uma marca visível. 

Na manhã seguinte, uma criança recebeu o brinquedo e disse: “É igual a mim, também tenho uma cicatriz.” 

E sorriu, porque finalmente tinha um presente que parecia feito especialmente para ela.

 

A carta sem nome

         Na oficina, os duendes trabalhavam sem descanso, riscando nomes e pedidos em longas listas. 

De repente, uma cartinha apareceu entre os envelopes coloridos: não tinha remetente, nem endereço. 

O silêncio tomou conta da sala. 

Um duende perguntou: “E se nunca descobrirmos quem pediu?” 

Papai Noel pegou a carta, olhou para todos e disse com ternura: 

“Se não há nome, é porque é de quem esqueceu a esperança. Vamos entregar alegria a todos.” 

Naquela noite, cada casa recebeu um pequeno gesto inesperado — e muitos corações se sentiram lembrados.



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