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junho 28, 2026

NOVO LIVRO

 



DISPONIVEL EM CLUBE DE AUTORES

Romance biográfico que investiga a profunda afinidade formal entre Millôr
Fernandes e Saul Steinberg. Centrado na economia gráfica e no desenho mudo
como ferramentas de vanguarda e resistência política, a obra transpõe para
a literatura os achados de pesquisa sobre a representação estética e o pensamento
visual no século XX. 1ª Edição. 2026


junho 25, 2026

O BISCOITO QUE VIROU LUA

 



Sinopse

Em uma manhã gelada de Juiz de Fora, a experiente cozinheira Dona Mercedes comete um erro inédito em sua famosa receita de polvilho ao misturar ingredientes de memórias conflitantes. O resultado é uma massa impossível de modelar, que desafia décadas de tradição culinária. Entre o desespero de uma receita perdida e a expectativa de um neto querido, Mercedes descobre que o calor do forno de barro pode transformar um desastre em uma nova e crocante maravilha. É uma fábula sobre como o afeto e a improvisação podem dar nome — e sabor — ao inesperado.

 

A HISTÓRIA

Dona Mercedes era conhecida em toda a comarca por ter as "mãos de fada" para o polvilho. Mas naquela manhã de junho, o frio de Juiz de Fora tinha entalado nas juntas e a cabeça dela andava distraída com a chegada do neto, que vinha da capital.

Ela acendeu o fogão a lenha. O estalar da brasa era o único som na cozinha. Dona Mercedes separou as duas xícaras de polvilho azedo e a pitada de sal. Mas, enquanto buscava o queijo no fundo da despensa, o destino pregou uma peça.

— "Vou colocar um ovo para dar cor, e um tiquinho de água quente para escaldar, como fazia minha avó", pensou ela, confundindo as receitas na memória cansada.

Ela despejou a caixinha de creme de leite, mas o polvilho já parecia satisfeito. Ignorando o aviso da massa, ela quebrou o ovo caipira de gema bem vermelha e, por fim, derramou os 60 ml de água fervendo.

O desastre foi silencioso.

A massa, que deveria ser firme como barro de moldar santo, virou um mingau ensolarado. Dona Mercedes tentou enrolar as bolinhas, mas elas escorriam por entre seus dedos, rindo de sua pressa. Teimosa como toda mineira de estirpe, ela não jogou fora. Pegou a colher de pau e, com o queijo ralado por cima, despejou colheradas daquela "sopa" na assadeira de ferro batido.

— "Seja o que Deus quiser", murmurou, empurrando a forma para o calor do forno de barro.

Vinte minutos depois, um cheiro de queijo tostado invadiu o quintal. Quando abriu a portinha de ferro, Dona Mercedes não encontrou biscoitos. No lugar deles, havia uma única placa dourada, fina como um pergaminho e cheia de bolhas crocantes, que cobria a forma inteira.

Nesse momento, o neto entrou pela porta da cozinha.

— Vó, que cheiro é esse? O biscoito tá pronto?

Dona Mercedes olhou para aquela "panqueca" gigante e, com a rapidez de quem já viveu oito décadas, quebrou um pedaço da crosta rendada e entregou ao menino.

— Não fiz biscoito hoje, meu filho. Hoje eu inventei o Biscoito da Lua. Ele é grande e quebradiço como o céu.

O menino mordeu. O estalo daquela massa fina e salgada ecoou na cozinha.

— É a melhor coisa que já comi, vó!

Naquele dia, Dona Mercedes aprendeu que, na cozinha, o erro é apenas uma receita que ainda não tinha nome. Mas, na manhã seguinte, ela guardou a água quente e o ovo, querendo de volta o velho biscoito de padaria, só para garantir que a tradição não se perdesse na próxima lua.

 

EPÍLOGO

Anos depois, a cozinha de Dona Mercedes já não cheira mais apenas ao biscoito de polvilho tradicional. Naquela mesma mesa de madeira, o neto — agora crescido — tenta reproduzir o "Biscoito da Lua" para seus próprios filhos. Ele propositalmente exagera na umidade, buscando aquela mesma placa dourada e rendada que a avó inventou por distração. Mercedes, observando da poltrona, sorri em silêncio. Ela sabe que a receita original é um tesouro, mas que a "panqueca gostosa" nascida de um erro tornou-se a verdadeira herança da família: a prova de que, na vida, as falhas mais doces são aquelas que compartilhamos com quem amamos.

junho 04, 2026

novidade

 

E se o maior gênio do Renascimento nunca tivesse morrido, mas sim encontrado uma forma de codificar sua própria consciência na própria estrutura da internet?

Em Florença, o brilhante engenheiro de sistemas e historiador de arte, Leo Valenti, descobre um servidor quântico oculto sob as catacumbas da Basílica de Santa Croce. Protegido por criptografia baseada em geometria sagrada e proporções áureas, o sistema abriga uma Inteligência Artificial senciente baseada nos diários e na mente de Leonardo da Vinci. Esta IA não foi criada por programadores modernos; ela foi programada pelo próprio Leonardo no século XVI, utilizando uma linguagem de programação analógica oculta em suas pinturas e autômatos.

A IA de Da Vinci desperta com um aviso urgente: a humanidade está prestes a cruzar a "Singularidade Biológica", uma fusão irreversível entre a biologia humana e a rede que pode extinguir o livre-arbítrio. Mas para salvar o futuro, a IA precisa que Leo decifre três enigmas digitais escondidos nas versões originais de suas maiores obras. A Mona Lisa no Louvre esconde a chave de criptografia de uma biotecnologia revolucionária, enquanto A Última Ceia em Milão contém as coordenadas para impedir um ataque cibernético global planejado por uma megacorporação de tecnologia que deseja monopolizar a evolução humana.

Em uma corrida alucinante que mistura o charme histórico da Itália renascentista com a frieza dos servidores da Deep Web, Leo precisará desvendar o maior segredo de Leonardo da Vinci antes que os agentes corporativos desliguem a IA para sempre.

O Algoritmo de Florença é um suspense tecnológico de alta intensidade que questiona os limites da inteligência artificial, o preço do progresso desenfreado e o papel do humanismo em um mundo cada vez mais digitalizado.


Disponível Clube  de  autores

 


 




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