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maio 12, 2026

A MENINA QUE NÃO BORDAVA E O VAQUEIRO QUE NÃO ASSUSTAVA

 


No coração do sertão, onde o sol brilha como uma moeda de ouro, vivia uma menina chamada Catarina. Enquanto as outras moças da vila de Juazeiro passavam o dia bordando flores em lenços, Catarina preferia usar botas, chapéu de couro e galopar pelo campo. Ela tinha o gênio afiado como faca de ferreiro e não baixava a cabeça para ninguém. Por isso, o povo da vila a chamava de "Fera".

 

O Desafio do Coronel

O pai de Catarina, o Coronel Batista, estava preocupado. Ele tinha outra filha, Bianca, que era doce como rapadura, mas jurou que ela só se casaria depois que alguém "amansasse" o gênio de Catarina. Muitos rapazes tentaram, mas todos fugiam quando Catarina começava a falar as verdades que pensava.

Até que um dia, chegou Petruchio. Ele era um vaqueiro seco como o solo, de poucas palavras e muita coragem. Petruchio não queria uma boneca de pano; ele queria uma parceira que aguentasse o calor do sertão ao lado dele.

 

O Encontro na Feira

Quando se conheceram na feira, Catarina disse:

— "Cuidado, vaqueiro! Eu sou braba como cobra coral!"

Petruchio, sem se assustar, respondeu com um sorriso:

— "Pois eu sou mestre em lidar com o que é valente. Vamos ver quem tem o passo mais firme!"

 

A Vida na Fazenda

Eles se casaram em uma festa cheia de poeira e música de sanfona. Petruchio levou Catarina para sua fazenda, onde não havia luxo, apenas o horizonte infinito. Lá, eles travaram um duelo de inteligência.

Petruchio fingia que a comida estava ruim só para ver Catarina reagir, e Catarina mostrava que sabia cuidar do gado melhor do que muito marmanjo.

Aos poucos, eles perceberam algo importante: ninguém precisava mandar em ninguém. Petruchio aprendeu a ouvir as ideias sabias de Catarina, e Catarina percebeu que Petruchio era o único que a respeitava de verdade, sem querer mudá-la.

 

O Grande Duelo de Versos

Meses depois, voltaram à vila para uma festa de São João. Todos esperavam ver uma Catarina triste e silenciosa. Mas ela apareceu radiante, montada em seu cavalo! No meio da festa, ela e Petruchio fizeram um "Repente" (um duelo de rimas) que deixou todo mundo de boca aberta.

Catarina rimou assim:

— "Tu cuida da cerca e do gado, eu cuido da tua razão. Pois homem que manda em mulher, não manda nem no próprio calção!"

Petruchio deu uma gargalhada que ecoou pela caatinga. Ele entendeu que Catarina não foi "domada"; ela apenas encontrou alguém que não tinha medo da sua força.

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Lição da História: O amor de verdade não é uma corrente que prende, é como uma sela que ajuda a gente a galopar juntos pelo caminho da vida.

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ATIVIDADE PARA A IMAGINAÇÃO:

 

* Como você imagina o chapéu de couro da Catarina?

* Se você fosse fazer um repente (uma rima rápida), o que diria para alguém que é muito mandão?

 

Crie um desenho para colorir de uma cena dessa história


 

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