Era uma vez um explorador chamado Orlando. Ele viajava pelo
mundo com sua câmera mágica, tirando fotos de tudo o que era importante.
Orlando achava que sua câmera era seu escudo e que, enquanto estivesse tirando
fotos, nada de ruim poderia acontecer. Orlando tinha uma grande amiga chamada
Angélica, uma médica que cuidava das pessoas com muito carinho. Mas um dia,
Orlando ficou muito triste e bravo porque achou que Angélica não queria mais
brincar com ele. Em vez de conversar e dizer como se sentia, Orlando deixou o
"monstrinho da fúria" tomar conta do seu coração.
A Grande Confusão
Orlando ficou tão, mas tão bravo, que sua "caixinha da
razão" (onde guardamos nossos pensamentos bons e a calma) pifou! Ele saiu
correndo pelo deserto, jogou sua câmera fora e esqueceu até o próprio nome. Ele
agia como um bichinho selvagem, sem saber quem era ou para onde ia. Enquanto
isso, Angélica estava ajudando um rapaz chamado Medoro. Ela não tinha esquecido
Orlando, mas precisava cuidar de quem estava doente. Orlando, que estava vendo
tudo de longe, não entendeu que o coração da gente tem espaço para muitos
amigos.
A Viagem à Lua Digital
Vendo que o amigo estava em apuros, um piloto muito
corajoso chamado Astolfo decidiu ajudar. Ele sabia que a "razão" de
Orlando não estava mais na cabeça dele, mas sim guardada lá no alto, em um
satélite que brilhava como uma estrela no céu. Astolfo subiu em seu foguete
prateado, o "Hipogrifo", e viajou até o espaço negro. Lá, no
meio de milhões de estrelas, ele encontrou um pequeno frasco azul. Dentro dele,
estavam guardadas todas as lembranças boas de Orlando: seus livros favoritos, o
gosto do chocolate, o nome de seus amigos e a sua gentileza.
O Despertar
Astolfo voltou para a Terra como uma estrela cadente e encontrou
Orlando no meio de uma grande tempestade de areia. Com muito cuidado, Astolfo
deu o frasco azul para o amigo. Assim que Orlando sentiu o brilho do frasco,
todos os seus pensamentos bons voltaram para o lugar! Ele parou de gritar,
sentou na areia e respirou fundo. Ele olhou para Angélica e Medoro e percebeu
que não precisava ficar bravo; ele só precisava aprender a dividir o mundo com
os outros.
Lição da História: Às
vezes, a gente fica furioso e parece que nossa cabeça sumiu. Nessas horas, o
melhor "foguete" para nos trazer de volta é o abraço de um amigo e a
calma no coração.

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