A EMA E O QUERO-QUERO
Os pampas, com sua vastidão de
campos e fauna diversificada, são o cenário perfeito para histórias fascinantes
sobre os animais que habitam essa região.
Entre eles, a ema e o
quero-quero possuem papeis icônicos e interessantes na cultura e na ecologia
locais.
Essas aves não são apenas parte da paisagem, mas também elementos essenciais da cultura e da conexão do homem com a natureza nos pampas.
Era um dia ensolarado e ventoso nos pampas. Os campos ondulavam como um mar verde, e os animais estavam reunidos para assistir à competição mais aguardada do ano: uma corrida entre dois campeões do bioma — a veloz ema e o astuto quero-quero.
A ema, com suas pernas longas e passos poderosos, era conhecida por sua incrível velocidade em linha reta. Por outro lado, o quero-quero, com suas asas ágeis e visão aguçada, tinha a vantagem da estratégia e da habilidade de improvisar em terrenos difíceis.
Quem
seria o vencedor?
Todos os animais se reuniram
em um ponto de partida marcado por duas pedras, enquanto o jacaré do banhado,
respeitado como juiz do evento, se posicionava com um ramo na boca, pronto para
dar a largada.
"Preparam-se... já!"
gritou o jacaré, e a ema disparou como uma flecha pelos campos, levantando
poeira enquanto suas patas gigantescas deixavam marcas profundas no chão. O
quero-quero, porém, optou por uma estratégia diferente. Ele levantou voo,
sobrevoando os arbustos e evitando os pequenos buracos que poderiam atrasá-lo
no percurso.
A ema estava confiante.
"Ninguém consegue me vencer no chão," pensava ela enquanto via o
horizonte se aproximar. No entanto, o quero-quero estava observando de cima e
traçou uma rota alternativa, cortando caminho por um atalho que a ema não percebia.
No meio da corrida, a ema foi surpreendida por um trecho de capim alto e espinhos. Seus passos desaceleraram enquanto tentava se desviar dos obstáculos sem perder o equilíbrio. O quero-quero aproveitou a oportunidade, descendo para o chão e correndo com suas patas rápidas enquanto voava baixo para evitar os espinhos.
Mas, como uma reviravolta
emocionante, o quero-quero subestimou o terreno. Ele tropeçou em um pequeno
galho escondido e quase perdeu o ritmo, permitindo que a ema recuperasse o
terreno perdido. Os dois estavam agora lado a lado, próximos da linha de
chegada.
Quando ambos avistaram o marco
final, deram tudo de si. A ema corria com a força de um trovão, enquanto o
quero-quero saltava e batia suas asas, ganhando velocidade no impulso. Todos os
animais aguardavam ansiosamente. Quem cruzaria a linha primeiro?
De repente, a ema, focada
demais em sua velocidade, não percebeu uma pequena curva no trajeto e passou
ligeiramente ao lado da linha de chegada. O quero-quero, ágil e atento, fez um
movimento rápido e pousou exatamente no ponto marcado, batendo suas asas em
comemoração!
O quero-quero venceu, e os
animais aplaudiram sua inteligência e estratégia. Mas a ema, apesar de ter
perdido, admitiu que aprendera uma lição valiosa: não se tratava apenas de
força e velocidade, mas também de astúcia e capacidade de adaptação.
Os dois competidores se cumprimentaram com respeito, e a corrida entrou para a história dos pampas como um evento lendário que exaltou as qualidades únicas de cada um.
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