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março 30, 2025

A GRANDE CORRIDA NO HORIZONTE DOS PAMPAS

  

A EMA E O QUERO-QUERO

Os pampas, com sua vastidão de campos e fauna diversificada, são o cenário perfeito para histórias fascinantes sobre os animais que habitam essa região.

Entre eles, a ema e o quero-quero possuem papeis icônicos e interessantes na cultura e na ecologia locais.


Essas aves não são apenas parte da paisagem, mas também elementos essenciais da cultura e da conexão do homem com a natureza nos pampas.

 A CORRIDA ENTRE A EMA E O QUERO-QUERO

 

Era um dia ensolarado e ventoso nos pampas. Os campos ondulavam como um mar verde, e os animais estavam reunidos para assistir à competição mais aguardada do ano: uma corrida entre dois campeões do bioma — a veloz ema e o astuto quero-quero.   

A ema, com suas pernas longas e passos poderosos, era conhecida por sua incrível velocidade em linha reta. Por outro lado, o quero-quero, com suas asas ágeis e visão aguçada, tinha a vantagem da estratégia e da habilidade de improvisar em terrenos difíceis. 

Quem seria o vencedor?  

Todos os animais se reuniram em um ponto de partida marcado por duas pedras, enquanto o jacaré do banhado, respeitado como juiz do evento, se posicionava com um ramo na boca, pronto para dar a largada.  

"Preparam-se... já!" gritou o jacaré, e a ema disparou como uma flecha pelos campos, levantando poeira enquanto suas patas gigantescas deixavam marcas profundas no chão. O quero-quero, porém, optou por uma estratégia diferente. Ele levantou voo, sobrevoando os arbustos e evitando os pequenos buracos que poderiam atrasá-lo no percurso.  

A ema estava confiante. "Ninguém consegue me vencer no chão," pensava ela enquanto via o horizonte se aproximar. No entanto, o quero-quero estava observando de cima e traçou uma rota alternativa, cortando caminho por um atalho que a ema não percebia.  

No meio da corrida, a ema foi surpreendida por um trecho de capim alto e espinhos. Seus passos desaceleraram enquanto tentava se desviar dos obstáculos sem perder o equilíbrio. O quero-quero aproveitou a oportunidade, descendo para o chão e correndo com suas patas rápidas enquanto voava baixo para evitar os espinhos. 

Mas, como uma reviravolta emocionante, o quero-quero subestimou o terreno. Ele tropeçou em um pequeno galho escondido e quase perdeu o ritmo, permitindo que a ema recuperasse o terreno perdido. Os dois estavam agora lado a lado, próximos da linha de chegada.  

Quando ambos avistaram o marco final, deram tudo de si. A ema corria com a força de um trovão, enquanto o quero-quero saltava e batia suas asas, ganhando velocidade no impulso. Todos os animais aguardavam ansiosamente. Quem cruzaria a linha primeiro?  

De repente, a ema, focada demais em sua velocidade, não percebeu uma pequena curva no trajeto e passou ligeiramente ao lado da linha de chegada. O quero-quero, ágil e atento, fez um movimento rápido e pousou exatamente no ponto marcado, batendo suas asas em comemoração!

O quero-quero venceu, e os animais aplaudiram sua inteligência e estratégia. Mas a ema, apesar de ter perdido, admitiu que aprendera uma lição valiosa: não se tratava apenas de força e velocidade, mas também de astúcia e capacidade de adaptação.

Os dois competidores se cumprimentaram com respeito, e a corrida entrou para a história dos pampas como um evento lendário que exaltou as qualidades únicas de cada um.   

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