A Moça e o Lobisomem
cordel
Num vilarejo isolado,
De noites frias e tão caladas,
Vivendo só, uma moça bela,
Das outras sempre afastada.
Dizem que era curiosa,
E um dia, na lua cheia,
Resolveu sair de casa,
Pra ver o que a noite semeia.
Cruzando a mata sombria,
Um uivo forte ecoou,
E das sombras da escuridão,
Algo horrendo ela avistou.
Era um bicho descomunal,
Meio homem e meio fera,
Com olhos de fogo ardente,
E dentes que a luz espera.
A moça gritou de medo,
E tentou logo escapar,
Mas o lobisomem ligeiro,
Começou a lhe acompanhar.
Por sorte, achou a capela,
E ao sino pôs-se a tocar,
Pois dizem que só o som divino
Pode o monstro espantar.
O bicho parou na entrada,
E uivou de dor, coitado,
E aos poucos foi se transformando,
Num homem desesperado.
Desde então, nunca mais,
A moça saiu na lua cheia,
Pois sabe que no mundo há
Mistérios que a noite semeia.
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