O BONECO DO VENTRÍLOQUO
Em uma pequena cidade cheia de
segredos, havia um ventríloquo chamado Vicente. Ele era famoso por suas
apresentações brilhantes, que enchiam os teatros locais de risos e aplausos. No
entanto, o que poucos sabiam é que Vicente guardava um mistério: seu boneco,
chamado Amadeu, parecia ter vida própria.
Amadeu tinha olhos brilhantes e um sorriso enigmático, que fascinava e, ao mesmo tempo, intrigava a plateia.
Durante os shows, o boneco parecia interagir com Vicente de maneiras que iam além das habilidades de ventriloquia. Quando Vicente parava de falar, era como se Amadeu continuasse a conversar — e até a contar histórias que Vicente nunca havia ensaiado.
Vicente começou a perceber que, nas noites mais silenciosas, Amadeu parecia mover-se sozinho. Às vezes, Vicente ouvia sussurros vindos da sala onde guardava o boneco.
Embora sentisse medo, ele não conseguia se separar de Amadeu, pois era como se uma parte de sua alma estivesse ligada àquele estranho companheiro.
Certo dia, após um show em que Amadeu agiu de forma mais autônoma do que nunca, Vicente decidiu investigar sua origem.
Ele descobriu que o boneco havia sido criado por um artesão misterioso, que acreditava que cada boneco deveria ter uma "centelha de alma".
Esse
artesão havia usado um fragmento de uma antiga madeira encantada para esculpir
Amadeu — e, desde então, o boneco carregava um espírito curioso, buscando
sempre ser ouvido.
Vicente e Amadeu formaram uma parceria única.
O ventríloquo aceitou que seu boneco tinha algo especial, e juntos se tornaram lendas na pequena cidade, fascinando e intrigando gerações com sua magia inexplicável.
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