O MENDIGO E AS POMBAS
Jonas era um homem de olhar profundo e mãos calejadas pela vida difícil nas ruas.
Apesar da simplicidade de sua existência, ele possuía um coração generoso e uma sabedoria que vinha das muitas histórias que colecionava ao longo dos anos.
Na praça, onde passava seus dias, ele se tornou uma figura familiar não apenas para os moradores da cidade, mas também para as pombas que o acompanhavam fielmente.
As pombas eram mais do que simples companheiras para Jonas.
Ele as via como símbolos de liberdade, resiliência e conexão.
Cada uma tinha sua própria personalidade: havia uma mais tímida, que sempre se mantinha próxima das outras, e outra corajosa que se aventurava mais perto de Jonas, como se confiasse plenamente nele.
Para Jonas, cada gesto delas — um bater de
asas, um olhar atento — parecia contar uma pequena história.
No começo, Jonas apenas alimentava as pombas com o que conseguia, sem esperar nada em troca. Porém, com o tempo, percebeu que aquelas aves o tratavam com um carinho especial, como se reconhecessem sua bondade.
Elas se agrupavam ao redor dele, pousavam em seus ombros ou se acomodavam próximas ao banco onde ele estava.
Jonas, por sua vez, começou a conversar com elas, contando suas histórias e até mesmo recitando trechos de livros que um dia leu.
Um dia, ao ver uma criança admirando as pombas, Jonas sorriu e dividiu com ela algumas das migalhas de pão.
A criança e as aves brincaram juntas, e Jonas percebeu que, através das pombas, ele podia tocar a vida das pessoas ao seu redor.
Embora tivesse pouco, ele sempre encontrava formas de espalhar bondade e fazer a praça um lugar especial.
A relação de Jonas com as pombas tornou-se uma metáfora
viva para a cidade: mesmo nos momentos mais difíceis, sempre há espaço para
pequenos gestos que fazem a diferença. ️
Nenhum comentário:
Postar um comentário